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História e Cultura da Guiné-Bissau


História

Durante a pré-história o País era habitado por povos florestais e as primeiras evidências da vida humana (ferramentas e outros produtos manufacturados) foram descobertas na África Ocidental, incluindo na Guiné-Bissau, 200.000 anos A.C.

Os Mandingas invadiram a Guiné-Bissau no século 13 A.C. e fundaram o reino de Gabú (conhecido por império de Kansalá), vassalo do império do Mali no século 15.

O navegador português Nuno Tristão descobre as costas da Guiné-Bissau em 1446 e a partir de 1450, os navegadores faziam o comércio dos escravos, do ouro, do marfim e das especiarias com este País. O monopólio dos portugueses terminou fim do século 17 quando comerciantes ingleses, holandeses e franceses começaram a interessar-se também pelo comércio dos escravos. No final do séc. XIX os portugueses voltaram-se mais para a exploração agrícola, penetraram no interior das terras e após várias guerras com as populações locais, chegaram a controlar todo o território. Ao contrário de outras potências coloniais, Portugal desenvolvia pouco as infra-estruturas e o acesso à educação, o trabalho forçado era aplicável, a administração era exercida por Cabo-verdianos, mestiços (e não por autóctones) e o regime era opressivo, sobretudo com a chegada ao poder do ditador Salazar em Portugal, em 1926. A população local opôs-se desde 1936 e, em 1956, Amílcar Cabral criava o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e declara unilateralmente a independência da Guiné-Bissau o 24 de Setembro de 1973. Assim terminou uma das mais longas lutas de libertação em África. A maior parte dos países-membros da ONU, reconhecera rapidamente o novo governo e Portugal, após a queda da ditadura (Revolução dos cravos) em 1974 agiu do mesmo modo e a 10 de Setembro de 1974 reconheceu a independência do País.

Luís de Almeida Cabral (o irmão de Amílcar Cabral) tornou-se o primeiro presidente da Guiné-Bissau.

A 13 de Novembro de 1980, a Assembleia Nacional adotava uma nova Constituição a qual reforçava os poderes do Presidente da República e a política de unidade entre a Guiné-Bissau e Cabo Verde. Imediatamente depois, e em reação à esta decisão, o Primeiro-Ministro, João Bernardo Vieira (dito Nino), antigo comandante em chefe das forças armadas durante a luta de libertação, derrotou o regime de Cabral, e instalou à cabeça do Estado um Conselho de Revolução.

Embora o regime de Nino Vieira tivesse sido caracterizado por acusações de alegada eliminação dos oponentes políticos e dissidentes, introduzia também reformas no âmbito da saúde e medidas para o aumento da produção agrícola e a diversificação da economia. Contudo os desempenhos económicos continuavam a ser baixos.

A situação socioeconómica, embora melhorado de 1995 à 96, começou a deteriorar-se em 1997, com o início das greves do pessoal que da educação, da saúde e dos funcionários públicos que protestavam, designadamente, contra o desaparecimento dos fundos da ajuda internacional ao desenvolvimento internacional nas mãos do governo. Em Junho de 1998, uma revolta das forças armadas estoirou e uma junta militar, chefiada por Ansumane Mane, Chefe das Forças Armadas instalou-se. Em Agosto de 1998 um cessar o fogo foi declarado, mas em Outubro de 1998, os combates retomavam. Em Maio de 1999, a Junta ganhava o conflito e após ter exilado Nino Vieira em Portugal, instalou Malam Bacai Sanhá, anteriormente Presidente da Assembleia, como o Presidente temporário. Em 2000, Koumba Yalá do Partido do Renascimento Social (PRS) foi eleito como Presidente da República, mas as tensões entre ele e as forças armadas desembocaram na morte de Ansumane Mane que se havia auto declarado chefe supremo das forças armadas.

Durante os anos seguintes, a paz foi globalmente mantida com apenas uma interrupção em Novembro de 2000, mas a vida política era marcada por uma instabilidade governamental. A 14 de Setembro de 2003, teve lugar o golpe de Estado, que afastou Koumba Yalá do poder. As eleições de 2005 proporcionaram a eleição de Nino Vieira ao cargo de Presidente da República. A situação geral continuou a degradar-se em todos os domínios: a Guiné-Bissau transformou-se num entreposto do narcotráfico internacional, ponto de distribuição para a América Latina e para a Europa. Nino Vieira é assassinado em 2009 pelo Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e seu antigo rival político. Sucede-lhe Malam Bacai Sanhá, eleito em 2009.

A 12 de Abril de 2012, uma ação militar levada a cabo por militares guineenses ataca a residência do ex-primeiro-ministro e candidato presidencial, Carlos Gomes Júnior, presidente do PAIGC, e ocuparam vários pontos estratégicos da capital da Guiné-Bissau. Manuel Serifo Nhamadjo, presidente da Assembleia Nacional, foi estabelecido como Presidente Interino do país até às eleições em 2014 em que José Mário Vaz tomou posse como Presidente da República.

Fontes:
Assembleia Popular da Guiné-Bissau

Wikipédia Guiné-Bissau

Cultura

A Guiné-Bissau possui uma herança cultural bastante rica e diversificada, tendo em conta as mais de trinta etnias presentes neste território. Esta cultura, que varia de etnia para etnia, atravessa a diferença linguística, a dança, a expressão artística, a profissão, a tradição musical até as manifestações culturais. A dança e a música são muito marcantes nas diferentes etnias. No dia-a-dia, as manifestações culturais podem ser observadas na altura das colheitas, dos casamentos, dos funerais, das cerimónias de iniciação. No entanto, a diversidade une-se na cultura crioula, dialeto que une as pessoas das diferentes etnias.

Nas cidades, a música é dominada pelo conhecido gumbé guineense. O carnaval tem uma grande importância e é celebrado de uma forma peculiar: para além das máscaras, os guineenses fazem sobressair sobretudo os trajes tradicionais das diferentes etnias do país. É, portanto, um carnaval completamente original, constituindo-se como uma das maiores manifestações culturais do país.

A cultura do país reflecte-se também na arte bijagó, arte fula, arte mandinga, arte nalú, cestaria, olaria, tecelagem e outros.

Fontes:
Ministério do Turismo da Guiné-Bissau

   
     
IPAD Fundação Calouste Gulbenkian Montepio Geral
 
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