Objectivo 1
1- Erradicar a pobreza extrema e a fome
Meta 1 – Reduzir para metade a percentagem de pessoas cujo rendimento é inferior a um dólar por dia
1,2 Mil milhões de pessoas em todo o mundo vivem com menos de 1,25 dólares por dia, o que significa que sobrevivem em condições de pobreza extrema, sem acesso a condições básicas de habitação, saneamento ou possibilidade de aquisição de alimentos.
Entre os anos de 1990 e de 2005 a taxa de pobreza passou de 46 por cento para 27 por cento. Prevê-se que até 2015 atinja os 15 por cento. Isto significa que, daqui a quatro anos, apenas 920 milhões de pessoas vivam abaixo do limiar da pobreza internacional, metade do que em 1990.
Desde 1990 a profundidade da pobreza diminuiu em todos os territórios, excepto na Ásia Ocidental. É no Leste Asiático que se registam as taxas mais baixas de pobreza. Na China, as taxas de pobreza deverão diminuir para cerca de cinco por cento até 2015, enquanto que na Índia, de 51 para 24 por cento.
Meta 2 – Alcançar o pleno emprego
A emergência da crise mundial, em 2009, teve como consequência a diminuição dos postos de trabalho e o aumento do desemprego. Paralelamente, a produtividade do trabalho também decresceu. Em todas as regiões, excepto o Norte de África, o Leste Asiático e o Sul da Ásia, registou-se um crescimento negativo da produção por trabalhador.
Antes da crise económica, mais de três quartos dos trabalhadores da Oceânia, do Sul da Ásia e da África Subsariana não beneficiaram de um emprego remunerado. Segundo estimativas, a crise de 2009 terá aumentado o número de trabalhadores com empregos vulneráveis. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho 49 a 53 por cento das pessoas têm um emprego vulnerável, o que se traduz em 1,6 mil milhões de pessoas a trabalhar sem remuneração ou por conta própria.
Meta 3 – Reduzir para metade a percentagem da população que sofre de fome
De 1990 a 2007 a percentagem de pessoas que passam fome diminuiu de 20 para 16 por cento. No entanto, com a crise financeira e subsequente subida dos preços os números voltaram a subir.
Entre 1990 e 2008, a proporção de crianças com menos de cinco anos dos países em desenvolvimento que sofriam de insuficiência alimentar diminuiu de 31 para 26 por cento. O Leste Asiático, a América Latina e Caraíbas já atingiram quase a meta dos Objectivos, assim como o Sudeste Asiático e o Norte de África.

