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UNESCO lança biblioteca mundial digital
A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) lançou este mês de Abril a Biblioteca Digital Mundial, que permitirá consultar gratuitamente pela internet o acervo de grandes bibliotecas e instituições culturais de inúmeros países, em todos os continentes.
Dezenas de milhares de livros, imagens, manuscritos, mapas, filmes e gravações de bibliotecas em todo o mundo foram digitalizados e traduzidos em diversas línguas para a abertura do site da Biblioteca Digital da UNESCO. A nova biblioteca virtual terá sistemas de navegação e busca de documentos em sete línguas, entre elas o português, e oferece obras em várias outras línguas.
Tesouros Culturais
Entre os documentos, há tesouros culturais como a obra da literatura japonesa 'O Conde de Genji', do século XI, considerado um dos romances mais antigos do mundo, e também o primeiro mapa que menciona a América, de 1507, realizado pelo monge alemão Martin Waldseemueller e que se encontra na biblioteca do Congresso americano.
Entre outras preciosidades do novo site estão as primeiras fotografias da América Latina, que integram o acervo da Biblioteca Nacional do Brasil, o maior manuscrito medieval do mundo, conhecido como a Bíblia do Diabo, do século XII, que pertence à Biblioteca Real de Estocolmo, na Suécia, e manuscritos científicos árabes da Biblioteca de Alexandria, no Egito. Até ao momento, o documento mais antigo da Biblioteca Digital da UNESCO é uma pintura de oito mil anos com imagens de antílopes ensanguentados, que se encontra na África do Sul.
Colaboração
O projecto contou com a colaboração de 32 instituições, de países como China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, México, Rússia, Arábia Saudita, Egito, Uganda, Israel e Japão. O lançamento do site será acompanhado de uma campanha para conseguir aumentar o número de países com instituições parceiras para 60 até ao final do ano. "As instituições continuam proprietárias de seu conteúdo cultural. O facto de ele estar no site da UNESCO não impede que seja proposto também a outras bibliotecas", explicou Abdelaziz Abid, coordenador do projecto. A ideia de uma biblioteca digital mundial gratuita foi apresentada à Unesco pelo director da biblioteca do Congresso americano, James Billington, ex-professor da Universidade de Harvard. Ele dirige a instituição cultural do congresso americano desde 1987 e diz ter aproveitado o retorno dos Estados Unidos à Unesco, em 2003, após 20 anos de ausência, para promover a ideia da biblioteca digital. "Eu lancei esta ideia e sugeri colocá-la em prática nas principais línguas da ONU, como o árabe, chinês, inglês, francês, português, russo e espanhol", diz Billington. Ele baseou-se na sua experiência na digitalização de dezenas de milhões de documentos da Biblioteca do Congresso americano, criada em 1800. O objectivo da Unesco é permitir o acesso de um maior número de pessoas a conteúdos culturais e também desenvolver o multilinguismo. Fonte: BBC para Africa.COM | Publicado em 24 de Abril de 2009
Nota positiva do FMI às finanças de Cabo VerdeJosé Vicente Lopes
O governo de Cabo Verde e o Fundo Monetário Internacional, FMI, decidiram estender por mais um ano o acordo de acompanhamento de políticas macro-económicas, conhecido pela sua sigla inglesa PSI, que rege as suas relações desde 2006. Tal entendimento, que surge por proposta do executivo da Praia, resulta do balanço de missões que o FMI efectua regularmente a Cabo Verde para validar ou não a política fiscal e orçamental deste arquipélago. É, pois, ao proceder ao balanço de mais uma missão que o FMI acaba por dar, uma vez mais, nota positiva às finanças públicas caboverdianas. No entender do chefe da missão do FMI, o gambiano Lamin Leigh, apesar do quadro mundial de recessão, as políticas adoptadas pelo executivo da Praia são, de um modo geral, correctas. Graças a isso, acrescentou aquele responsável, Cabo Verde pode neste momento enfrentar os efeitos dos choques externos que se fazem sentir um pouco por todo o mundo, sendo embora de se prever um arrefecimento no crescimento económico deste país. Crescimento sustentável Por seu turno, a ministra caboverdiana das Finanças, Cristina Duarte, congratulou-se com os resultados desta missão do FMI. "O primeiro resultado que gostaria de sublinhar é que, de facto, nestes 3 anos conseguimos imprimir um crescimento económico sustentável a Cabo Verde." Um segundo aspecto, acrescentou Cristina Duarte, tem a ver com a consolidação orçamental em Cabo Verde, algo perseguido desde o início desta década pelo seu governo. "Nestes 3 anos, é claro, a gestão rigorosa adoptada ao nível das finanças públicas desembocou em orçamentos mais consolidados e, consequentemente, na construção paulatina de espaços fiscais e espaços orçamentais." Diante dos resultados ora apurados, Cristina Duarte fez saber que, a pedido do governo caboverdiano, o FMI aceitou por estender por mais um ano a vigência do PSI, até que seja negociado um novo acordo, que tenha em conta o actual patamar de Cabo Verde, como país de rendimento médio. Fonte: BBC PARA AFRICA.COM (FEED)
Governo angolano promete 1 milhão de casas até 2012Louise Redvers Numa conferência realizada hoje no Palácio dos Congressos em Luanda, com a participação de deputados, arquitectos, representantes de empresas estrangeiras de construção, banqueiros, líderes do poder local e membros da sociedade civil, o presidente José Eduardo dos Santos falou do desafio de garantir habitação aos angolanos. Três décadas de guerra civil devastaram a economia e as infraestruturas do país e causaram milhões de deslocados. Muitos fugiram para a capital, Luanda, que tem agora uma população estimada em seis milhões de habitantes, a maioria a viver em condições precárias. Apesar das enormes riquezas minerais de Angola e da expansão da sua economia desde o acordo de paz em 2002, a pobreza continua a afectar muitas vidas. Metade da população não tem habitação condigna e cerca de sessenta por cento não tem acesso a água canalizada e energia. Falando hoje na conferência, José Eduardo dos Santos reconheceu estes desafios e o risco de instabilidade social se a situação não melhorar. O presidente angolano apelou à estabilização dos preços dos materiais de construção, a uma maior regulamentação do mercado, a melhor organização para pôr fim à construção caótica nos bairros e revelou a criação de um fundo habitacional para facilitar o acesso a habitação de famílias com baixo rendimento. O custo de um milhão de casas foi calculado em 50 mil milhões de dólares pela imprensa estatal angolana, mas quando, num intervalo da conferência, Louise Redvers da BBC perguntou ao ministro das Finanças Severim de Morais sobre este montante, ele admitiu que era apenas uma estimativa. A Conferência de hoje envolveu um painel de discussões, seminários e discursos com participantes de empresas de construção, bancos e membros do Governo. Uma das questões chave que o governo angolano tem de resolver para poder ajudar as pessoas a ter acesso à habitação é, segundo o analista Mário Pinto de Andrade, um maior acesso ao crédito: Na sequência desta conferência que tem por lema, "Habitação: um desafio para todos !" os milhões de angolanos que vivem em condições precárias terão de esperar para ver se toda a pompa e circunstância se traduzirá em mudanças reais nas suas condições de vida. Fonte: BBC PARA AFRICA.COM (FEED)
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